Seu cérebro o está mantendo endividado?

Você é daqueles que todo mês faz um planejamento detalhado para se livrar das dívidas, mas mesmo assim chega no dia 30 com mais débitos do que receitas? Se a resposta for sim, agora você tem mais um aspecto a ser analisado: o seu cérebro pode estar ‘jogando contra’ você.

Estudos recentes sugerem que nosso cérebro tem uma tendência de focar nas dívidas de valores menores quando tentamos priorizar o pagamento de nossos compromissos. Porém, o mais aconselhável é eliminar primeiro as dívidas que cobram as maiores taxas de juros ao invés de analisar somente o valor a ser pago.

O efeito dos juros compostos faz com que as dívidas com altas taxas cresçam de uma maneira muito maior que as dívidas com baixas taxas.

Estudo:

No estudo em questão, uma série de dívidas com diferentes valores e taxas de juros foram apresentados aos participantes. Os pesquisadores deram então um cheque para que cada participante pagasse as dívidas.

Eles tinham que escolher quais seriam pagas primeiro, já que o cheque não cobriria o total dos débitos.

Apenas 3% dos participantes escolheram pagar as dívidas com as maiores taxas em primeiro lugar. A grande maioria das pessoas preferiu pagar as dívidas com menores valores, independentemente das taxas de juros.

Este estudo sugere que as pessoas são naturalmente contra a experiência de ter uma quantidade grande de dívidas. Este impulso é tão grande que elas buscam eliminar várias dívidas ao invés de focar nas que “custam” mais.

Ou seja, o nosso cérebro racional está totalmente à mercê de nosso psicológico neste momento tão importante!

Ensine o seu cérebro.

Sim, isso é possível! Para começar, liste todas as suas dívidas, com os valores e as taxas de juros cobradas. E aí coloque-as em ordem decrescente das taxas (ou seja, as com maiores taxas primeiro).

Comece pagando o máximo que puder destas dívidas mais caras e pague somente o mínimo necessário nas dívidas mais baratas. Siga a lista e você naturalmente estará focando os recursos no lugar certo.

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